sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desconstruindo Amélia

Hoje é sexta feira. E eu, vinda de uma semana em que tive um acesso de me recolher... por recomendações do meu trânsito astrológico (confio mais nele do que em médicos, por sinal), acabei me retirando de muitas discussões, postagens e de um monte de blablablá internetês... até que  hoje no twitter vi uma mensagem de um grupo de pessoas que escrevem num site, com um post e essa música da Pitty: Desconstruindo Amélia. Nunca fui assim fã da Pitty, mas a letra da música me chamou a atenção, e me fez pensar em algumas coisas... Bem, antes de começar a crônica, que tá mais pra uma historinha, a garota vai postar a letra:

"Já é tarde, tudo está certo/Cada coisa posta em seu lugar
Filho dorme ela arruma o uniforme/Tudo pronto pra quando despertar
O ensejo a fez tão prendada/Ela foi educada pra cuidar e servir
De costume esquecia-se dela/Sempre a última a sair
Disfarça e segue em frente/Todo dia até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa/Assume o jogo/Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto/Já não quer ser o outro/Hoje ela é o também
A despeito de tanto mestrado/Ganha menos que o namorado/E não entende porque
Tem talento de equilibrista/Ela é muita se você quer saber
Hoje aos 30 é melhor que aos 18/Nem Balzac poderia prever
Depois do lar, do trabalho e dos filhos/Ainda vai pra nigth ferver
Disfarça e segue em frente/Todo dia até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa/Assume o jogo/Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto/Já não quer ser o outro/Hoje ela é o também
Disfarça e segue em frente/Todo dia até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar

Vira a mesa/Assume o jogo/Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto/Já não quer ser o outro/Hoje ela é o também"

Apresentada a letra, gostaria de desenvolver aqui um raciocínio que pode ser raso, mas tem o intuito de ir além do simples e puro feminismo... adoro os meninos, mas tem coisa que nem amando dá pra suportar!

Imaginem que o mundo mudou; que as pessoas são tratadas exatamente pelo que elas são, pela competência que têm; as diferenças entre sexo fazem agora parte de um passado memorial. Cada homem no planeta toma seu banho com seu próprio sabonete, shampoo e afins, sem pedir cueca ou toalha de banho pra ninguém depois que já está no chuveiro; Todo homem do planeta faz comida também, e quando acaba de comer, tira seu prato, copo e talheres da mesa - ou do lugar onde comeu. Todos os homens estão aptos a lavar a louça, as roupas e a limpar a casa sozinhos, sem precisar pedir ajuda de nenhuma mulher do lado. Todos os homens que são casados e têm filhos podem dar banho na cria a noite, dar papá, ver alição de casa e por na cama, com direito a historinha, em esquema de rodízio com aquela escolhida para ser a dama (não a dona). Todo homem pode encontrar qualquer objeto perdido por ele mesmo; e pode organizar a sua própria bagunça, e a bagunça alheia também; todo homem do planeta pode ser educado e não ser machista, e pode tratar mulheres com respeito, educação, carinho e dignidade (não só a mãe). Todo homem pode ser sincero com relação às suas intenções com as mulheres, não tendo obrigatoriedade de passar dados pessoais, como números de telefone, msn, e outras mídias sociais; pode ainda aceitar as reais intenções das mulheres com relação a eles, sem tacha-las de vadias ou loucas de pedra. Todo homem pode ficar doente e trabalhar concomitantemente, sem correr riscos de aleijamentos de qualquer espécie - é que tem homem que acha que que pode sofrer castração se se movimentar enquanto tá com alguma dor ou doença corriqueira...

Entre essas e outras mudanças, o mundo que eu narrei é imaginário, quase que de sonho mesmo... tem tantas outras coisas que poderiam ser diferentes! E esse mundo mudado é bem mais legal... e com bem menos problemas de relacionamentos - sejam eles quais forem.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amizade é quase amor?

Amizade é um relacionamento estranho... muito estranho.

Começa daquele jeito oba-oba, manso, devagar, e a hora que a gente percebe já tá completamente apaixonado pela pessoa. Apaixonado sim, porque amizade não é um quase amor, amizade É uma forma de amor, e como todo amor, começa com a paixão.

Quando a gente conhece alguém, e tem aquelas conversas iniciais que são sempre saias justas, onde são feitas aquelas perguntas clichés, sobre coisas externas da vida da pessoa, entre copos de cerveja, entre livros ou mesmo entre duas ou três pessoas paradas em algum lugar...ou na pausa pro cigarro, na fila do caixa da balada, e fica com a impressão "ah, ele/ela é legal" ou mesmo "puta que pariu, não fui com a cara dele/dela". Daí, dessas palavras iniciais, é que vêm outros convites assim "Chama aquela sua amiga!" ou "O fulano é legal"... e assim a gente se apaixona; e aumenta o círculo.

Alguns de meus melhores amigos vieram de oportunidades de conversa que não teriam dado em nada pra muita gente, se não fosse eles quem são, e não fosse eu quem eu sou; as vezes quando a gente tá sozinho, como num trabalho novo, por exemplo, fica quieto, sem quase se movimentar, e as impressões que isso pode passar são as mais variadas. Isso é fato, já aconteceu com todo mundo.

Enfim, não importa muito como e quando a gente os conhece, a gente acaba as vezes, com o tempo, esquecendo até de onde veio tanta intimidade... o fato é que quando se tem amigos, e a intimidade é tão forte que vocês brigam quase toda hora - e quase na mesma hora já voltam a se falar, como se fossem irmãos de sangue, ou mesmo quando passa um tempo gigante que vocês, por qualquer aventura ou revés da vida, ficam sem se ver ou se falar, mas quando se veem, tudo volta - e é tão legal! Quando você tem aquele golpe de olhar com alguem e sente o que aquela pessoa tá sentindo, tá pensando até... essa transparência digna de quem se revela a outra pessoa por puro sentimento. Quando você leva aquele fora desgraçado, e fica horrivelmente jogado na cama ou na frente do sofá, comendo doce e choramingando a vida - digamos que posso me considerar uma expert nesse quesito, rs - sempre tem um queridinho pra te consolar, comer o doce com você, te contar uma piada, te chamar pra balada ou te dizer que você poderia ter sido mesmo um pé no saco.

É, a convivência é forte, chega a machucar as vezes... assim como a verdade. E amigo de verdade fala a verdade; não pra machucar - tá, podem existir alguns seres mais preocupados com o seu próprio umbigo,cabelo, roupa, e outra coisa qualquer, mas ainda assim, se não te ilude, acho que merece um pouco de crédito; mas também não precisa avacalhar, claro. amigo que é amigo, é aquele que te escuta, te apóia, SABE a hora em que deve falar as verdades que todo mundo precisa ouvir de vez em quando... mas também sabe cuidar da gente como ninguém, sabe curtir, enfim, sabe amar... pra mim, uma pessoa que conheço muita gente, mas tenho poucos amigos, esses relacionamentos são mais preciosos que qualquer outro que possa vir a ter... e todo dia acordo pensando nestas pessoas tão especiais, que não teriam motivo aparente nenhum pra terem se ligado a mim como aconteceu - e ainda pode acontecer, claro -, e me lembro que sentimento não tem explicação; não tem conceito; e também não tem rotulação. E logo desisto de entender o que nos ligaria, e passo a pensar em como é divertido estar com eles... assim a gente cultiva algo bom, e segue a vida...

terça-feira, 6 de julho de 2010

ONGs promovem abaixo assinado em prol dos animais

A primeira delegacia de proteção animal do estado de São Paulo surgiu em Campinas e agora é a vez da capital ter uma unidade policial especializada em fazer cumprir as leis existentes em favor dos animais. A iniciativa é do Clube dos Vira-latas e já conta com o apoio do deputado Celso Giglio que encaminhou um pedido oficial ao Governador. Até o dia 30/julho de 2010 a ONG espera registrar 50 mil assinaturas e entregar em mãos ao governador do estado de São Paulo em exercício Alberto Goldman, que está substituindo José Serra por conta da candidatura do mesmo à presidência da república. Acesse e assine: www.cao.com.br

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A magia de fazer aniversário

Hoje tenho uma reflexão cliché: aniversário. Cliché porque hoje, 25 de junho, é o meu aniversário.

A cada ano que a gente vive, são acrescentadas experiências, memórias, vivências cotidianas, boas ou ruins, amizades, inimizades, empregos novos, salários novos, viagens - aquelas feitas de corpo e alma, e aquelas apenas da alma -, desejos novos (a se juntarem com os antigos, claro, formando cada vez mais um bolo de coisas que a gente quer), pra alguns cor de cabelo nova, roupas novas, quilos novos (sejam pra mais ou pra menos na balança, hehehe)... enfim, um monte de coisa nova.

No dia do aniversário, parece que é temos uma comemoração de ano novo pessoal, solitária, que nos faz ficar diferentes... mais velhos, óbvio, mas tambe´m diferentes. Diferentes no sentido de... peraí: será que realmente mudamos assim? Será que um dia comum, em que a única coisa que acontece de diferente é que você nasceu, e com o passar dos anos ganha menos presentes, mas provavelmente ainda ganhe, um dia em que você recebe alguns telefonemas alegres, alguns abraços, muitos emails... eu mesma hoje acordei com uma mocinha muito alegre de um telemarketinhg me desejando feliz aniversário... mereço? Pois sim, é meu aniversário...

É um dia em que a gente não paga entrada em balada, ganha cerveja dos amigos, promove festa e o povo vai, é o dia em que a mãe faz aquela comida que você adora (rs, no meu caso vou comer o que tiver na mesa, nada de especial)... mas voltando desse devaneio para a pergunta que o gerou: será que um dia comum pode ter exatamente o poder de nos fazer mudar???

Acho que a resposta dessa pergunta é sim e não. Sim, porque acredito que possamos mudar a partir de eventos comuns sim, isso se chama amadurecer... e não, porque realmente, o dia do seu aniversário não tem poder mágico nenhum, e não se iludam: nada de muito extraordinário vai acontecer com você nesse dia... Além dos desejos de parabéns, felicidades, sucesso, grana, amor, paz, saúde e todos aqueles etcs tão gostosos de ouvir... e da esperança de que esse segundo ano novo que começa apenas pro aniversariante seja tão maravilhoso e melhor que aquele que acabou na noite passada...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais uma participação num blog...

Dando continuidade à minha vida de internauta praticante, e à minha atual profissão de blogueira, rs, agora me juntei ao meu querido amigo Johny e a mais um "camarada" (expressão do Johny) pra escrever e postar coisas pra distrair... os posts deles são mais relacionados a games e animes, os meus, são relacionados a uma coisa que eu adoooooooro, e todo mundo sabe: cinema. Minha intenção é postar links pra download de filmes que eu já tenha visto, e fazer além da divulgação própria dos filmes, alguns comentários pessoais sobre eles... não sou assim uma entendida de cinema, o que sou é só alguem que curte ver filmes, e assiste todo e qualquer tipo deles...
Então, o blog chama Abóboras da vida (Abóbora é uma expressão que conheci com o Johny também, é uma marca registrada dele pra mim, rs, e significa coisa à toa, sem pretensão... e é esse mesmo o intuito do blog, falar de coisas sem pretensão, apenas pra divertir... os links estarão sempre lá, seja de qual tema for...

O endereço: http://www.aboborasdavida.blogspot.com/

Apareçam lá!!!!!

sábado, 19 de junho de 2010

Pra não esquecer da Lady Gaga...

Então né, eu achei a música muito mais muito cópia mesmo da carreira toda da Madonna, pra mim ela fez foi um mix, de Evita, Erótica, La Isla Bonita, e muitas outras "faces" da material girl... mas confesso que a música me viciou, e que todo dia eu ouço... Ainda não consegui entender o propósito dela chamar Alejandro, Fernando e Roberto pra briga, rs, mas é a Gaga, quem vai arriscar entendê-la???

http://www.youtube.com/watch?v=niqrrmev4mA

A vida no interior

Agora, depois da ausência por conta de contratempos, e de uma gripe FDP que me pegou esse semana, e depois ainda de um tempo me readaptando a rotina que tinha até maio de 2009, venho escrever um pequeno comentário sobre a vida no interior... 

Morar no interior é inegavelmente mais tranquilo. Mais tranquilo do ponto de vista do ar que se respira, de certos privilégios alimentares - como por exemplo comprar produtos naturais mais naturais que outros, comer algumas comidas que só são feitas no interior mesmo, rs, ou mesmo tomar duas mega bolas de sorvete artesanal por R$ 2,00... ir a quermesses de paróquia, ver danças de quadrilha em chão de terra, com direito a fogueira e tudo... tomar cerveja com os amigos a R$ 2,50 a garrafa... (e aqui to falando de Brahma ou Skol!!!), poder chegar a quase todo lugar que se vai em meia hora a pé... (isso é muito emblemático quando se trata de cidades grandes), conhecer muita gente (bem, conhecer muita gente pode ser bom e ruim; pois isso pode trazer problemas com gente "se metendo" na vida da gente... é, alguns diriam que isso também acontece nas cidades grandes, e concordo; mas não com a mesma frequência que acontece no interior), e é mais tranquilo do ponto de vista do sossego mesmo. Sossegado até demais, as vezes.
Por não se ter opções, acaba-se optando por não fazer nada, meio que compulsoriamente: ou se faz nada, ou se faz toda vez a mesma coisa. Aí pra ñao cair na rotina cliché, se opta por dormir dias inteiros, ou enterrar-se no sofá, com todo o prazer do mundo, com uma sacola de dvd's do lado e uma bacia de pipoca. Alguns ainda podem me lembrar daquela famosa teoria (que confesso não saber se é verdadeira ou uma gigantesca brincadeira de mau gosto, irônica, feita por um homem de grande perspicácia pra fazer os pobres mortais de inteligência média acharem que suas vidas podem ter algo de verdadeiramente sublime) do Umberto Eco, que fala justamente que "a sucessão de clichés leva ao sublime"; mas eu rebato dizendo que acredito piamente que nada de muito proveitoso pode vir da mesmice.
Ah, tem também o assombro/fascínio que o modo de vida metropolitano causa nas pessoas do interior. E como são fascinadas pelos programas de TV que retratam a vida nas cidades, como têm medo dos crimes mostrados nos telejornais sensacionalistas, como procuram referências de moda, comportamento e modernidade fora de seu "habitat natural" (estas últimas mais vistas nas pessoas mais jovens), recebendo os signos e remontando-os, conforme seus ideiais, e conforme seu aprendizado, criando uma espécie de realidade paralela que não é de forma alguma moderna como o sonhado, e muito menos interiorana de fato. E a partir disso a gente vai vendo coisas acontecerem, comportamentos se criarem e tornarem-se moda, e vai ficando também assombrado, rosa, bege, ocre, de cara... 
Com seus prós e contras, como exatamente tudo na vida, o "morar no interior" vai se configurando, como algo novo na vida das pessoas, algo que está sempre em modoficação, como o deselvolvimento econômico, político, e social. Tudo isso entre pessoas vindas de realidades diferentes desta, do exato "meio do mato" (sem preconceitos) ou do "centro do mundo" (sem preconceitos também!), todas com um certo medo de encarar rotinas mais ativas, ou com vontade de se atirar no meio das novidades e deixar-se engolir...